sábado, 30 de setembro de 2017

O Trivium, emburrecimento e fechamento de setembro


Oi pessoal!

Espero que estejam todos bem.

Continuamos com nossa busca de tentar nos melhorar um pouco. Acabei de ler "O Trivium", escrito pela Irmã Miriam Joseph e publicado pela É Realizações.

Posso afirmar com certeza que foi um dos livros mais difíceis que já li, incluindo os livros de Engenharia e os livros da época do MBA. Absorvi algo em torno de uns 20% do seu conteúdo e com certeza terei que reler para poder aumentar meu entendimento sobre os assuntos expostos na obra.

Depois de ler este livro percebi algo que me deixou extremamente preocupado. Como nasci na era pré-internet e pré computador em casa, observei que a introdução destes dois elementos em minha vida, assim como o celular e o streaming de vídeos me emburreceram. Não tenho nem como comparar a capacidade mental que tinha aos 18 anos com a capacidade que tenho agora. A sistemática destruição cognitiva que tive em minha vida por causa da tecnologia do entretenimento diminuíram em vários pontos o meu QI. Percebo isso em pequenos detalhes. Como por exemplo, não conseguir me concentrar em fazer uma coisa só, seja apenas escrever este texto sem ter outras "janelas" no micro, seja ser capaz de recordar algo que li em poucos minutos. Ou também lembrar que quando adolescente ia ao banheiro com um livro nas mãos, ao invés de um celular.

Também observo com perplexidade que o próprio planeta está mais burro, apesar de toda tecnologia. Não é mais possível conversar com ninguém por mais de 1 minuto, não se consegue mais dar respostas completas, pois o interlocutor não o deixa mais responder, não se consegue mais realizar raciocínios completos pois a mente humana está totalmente ocupada com memes, piadas e besteiras da Internet.

Participo de dois grupos de Whats Up. Um que se refere ao pessoal do trabalho, que utilizo mais para avisar que chegarei atrasado ou coisas do tipo e outros com um pessoal que trabalhei a uns 30 anos atrás quando era adolescente. Vez ou outra coloco algum artigo sobre investimentos e desenvolvimento pessoal, quase sempre sem resposta alguma. A quantidade de besteiras que o pessoal coloca neste grupo é assustadora e observo com tristeza que entrei neste turbilhão de lixo também. Difícil resistir a dar apenas uma olhadinha num vídeo de p**taria ou coisa pior que o pessoal coloca lá. E lá se vão mais alguns minutos de minha vida para a lata do lixo.

O Trivium nos faz ir para um tempo que as pessoas ou pelo menos a parte mais inteligente delas procurava se desenvolver, mentalmente e espiritualmente. E pensar que tive uma dificuldade gigantesca de entender e memorizar algo que foi CRIADO pela mente de outros me entristece muito.

Por isso, vou tentar parar de destruir minha mente. Vou tentar ler mais livros e menos memes e porcarias. Quem sabe poderei ser um velhinho mais sábio. Observar os velhos também absorvidos por celular, novelas e outros lixos me motiva a não querer me tornar eles. Que Deus me ajude!

Quanto aos investimentos nada de novidade. No total a carteira tem uma rentabilidade acumulada de 13% líquida no ano já descontados os impostos. Dá 193% do CDI, nada mal. A Bolsa subiu bem mas o que surpreendeu mesmo foram os fundos imobiliários que subiram quase 7% no mês de setembro. Bolsa ficou em 3%. Continuamos na busca do primeiro milhão o qual segundo o meu levantamento sairá em torno de março do ano que vem. Meu aporte continua em 10% do salário. Eu ponho nesta conta apenas o patrimônio financeiro. Não coloco imóveis, carros ou qualquer outra coisa que não seja aplicação financeira. Acredito que assim teria uma ideia mais precisa da riqueza.

A carteira de ações as quais ainda estamos comprando teve a inclusão de algumas ações e está conforme abaixo:


Destas destaque para Itaúsa, com 37% de alta, com proventos e Taesa com 34%, também com proventos.

Temos também Guararapes, Metal Leve, Banco do Brasil, Cemig, Eternit, Telefônica, Amazônia e Banco Pine, as quais mantemos mas por enquanto não estamos comprando mais, por estarem caras. Destas destaque absoluto para Guararapes com 152% de alta com proventos, seguida por Banco do Brasil com 78%.

No mais, espero que todos sigam bem com suas vidas e por favor, se forem jovens, tratem de cuidar bem de seus cérebros. Não os destruam com memes, redes sociais, televisão e outras besteiras.

Grande abraço!


domingo, 13 de agosto de 2017

O amor nos tempos do cólera (persistência) e carteira do mês



Olá amigos.

Confesso que abandonei um pouco o blog. Um pouco por pura preguiça, um pouco por falta de assunto e um pouco por estar ocupado com outras coisas do meu interesse.

O que ainda falar sobre como invisto?

Nesta fase em que estou, investimento é um pouco como ver a grama crescer. Vamos regando um pouquinho todo mês e aproveitando o tempo, que no fundo é nossa maior riqueza, para aprender filosofia e como aprender a aprender.

Recentemente li "O amor nos tempos do cólera", de Gabriel García Márquez, um livro espetacular, que além de ser maravilhoso em termos formais, literários, também é um livro sobre persistência, sobre não desistir e sobre acreditar na vida. A mensagem aqui para o investidor é tentar achar um propósito, um motivo para ganhar dinheiro e no caso do nosso protagonista era para conquistar o amor de uma mulher. O único defeito do livro foi ele ter sido escrito por um comunista, amigão do Fidel Castro, mas ninguém é perfeito não é mesmo?

Recomendo fortemente a todos que gostam de uma boa literatura e de um bom tempo gasto.

Um leitor me perguntou (obrigado amigo, voltei ao blog por sua causa) como foi depois da delação do Joesley (Safadão) sobre o Temer. Bem, na verdade não afetou tanto, uma vez que minha carteira não tem grande concentração em Ibovespa. Tive uma queda de 1,2% em ações, algo que acontece em meses comuns. Na verdade a queda maior foi no mês de junho, em torno de 2,1%. Mas no total a queda da carteira toda, não somente ações, foi de 0,2% em maio e 0,5% em junho.

O que fiquei um pouco triste é porque não estava líquido o suficiente e não pude aproveitar a liquidação do mercado acionário no dia, mas tudo bem, sempre tem liquidação.

Tenho lido um pouco e tentado iniciar algumas tratativas para investir no exterior. O que ficou mais prático seria eu utilizar a XP Securities, mas o problema é o mínimo de 30 mil dólares. Até tenho o dinheiro, mas não queria desfazer das posições para investir agora. Talvez espere um pouco. Minha meta é começar a investir no exterior quando atingir o milho grande, previsto para junho do ano que vem (no meio da Copa!).

No mais a carteira no ano está indo bem. Estou com um acumulado líquido (sem imposto de renda) em torno de 8,3% de rentabilidade, o que dá 152% do CDI do ano. Para um José Arruela como eu, que investe sozinho, fazendo investimento de guerrilha, acho até que está bom.

Como sempre, mantemos 1/3 em ações, 1/3 em juros e 1/3 em fundos imobiliários, com 10% em dólar acompanhando o S&P 500. Talvez quando o milho grande vier, aumentaremos o percentual em dólar no exterior. Como o blog do Viver de Renda apontou, existe sim o risco do Brasil ir para o saco, aumentando muito se o Lula (bata na madeira três vezes) voltar. Se Deus nos ajudar teremos um governo liberal que promova o crescimento econômico, mas se não.....

No mais a nossa carteirinha de ações as quais estamos comprando segue abaixo:


Destaque para Taesa, com alta de 38% com proventos desde que a compramos.

Temos também Guararapes, Metal Leve, Alupar, Banco de Brasil, Cesp, Cemig, Eternit, Banco da Amazônia e Banco Pine, as quais possuímos mas não estamos comprando, seja porque ficaram caras ou porque tivemos queda na distribuição de dividendos. Destaque para Guararapes, com 93% de alta desde que a compramos e Banco do Brasil, com 56%. No lado negativo temos Eternit com 50% de queda e Banco da Amazônia (posição pequena) com 28%. E pensar que Eternit já chegou a ser uma das melhores ações de dividendos da bolsa.

Espero que todos vocês estejam bem e não desanimem. Um grande abraço!

sábado, 13 de maio de 2017

Sêneca, lições para vida e carteira do mês



Recentemente li o livro de Sêneca, "Sobre a brevidade da vida".

É um livro relativamente curto, em formato de cartas para um interlocutor que não sabemos quem é. Nestas cartas Sêneca critica o estilo de vida dos ricos romanos de sua época e dá algumas dicas de como bem viver.

Interessante como as pessoas abastadas de Roma da época de Nero, que surgiu pouco depois da passagem de Cristo pela Terra, tinham comportamentos semelhantes aos que hoje são disseminados pelo planeta. Sêneca critica o que chamou de "homens ocupados", ou pessoas que preenchem seu tempo com atividades frívolas e inúteis, como por exemplo passeios de liteiras, banquetes suntuosos ou mesmo aqueles que passavam horas e horas nos cabeleireiros da época, muito semelhantes às atividades as quais as pessoas se dedicam hoje, como por exemplo aqueles que passam horas e horas lavando seus carros, se empanturrando de comida ou então em academias, salões de beleza e outras atividades mais.

Sêneca diz que os homens pensam que a vida é curta porque desperdiçam muito tempo se ocupando com atividades inúteis ou frívolas, as quais não acrescentam nada à sua mente ou ao seu espírito. Ficamos perdendo tempo nos ocupando com questões inúteis do ambiente de trabalho, disputando os ossos que sobram na grande luta pela sobrevivência.

Para Sêneca, a grande ocupação dos homens deveria ser o aprimoramento intelectual, a aquisição do conhecimento e o estudo da filosofia.

Não poderia concordar mais.

Uma das grandes razões que me fizeram começar a estudar e me dedicar aos investimentos é a grande vontade do aprimoramento intelectual e espiritual que eu poderia ter tendo mais tempo, o que eu não conseguia quando trabalhava em uma grande empresa de consultoria americana.

Me sentia literalmente morto naquele ambiente, gastando horas e horas de minha vida e juventude em reuniões inúteis, apresentações inúteis e gestão de egos de gerentinhos e diretorzinhos.

Uma das coisas que muito me impressionava era a questão da ignorância das pessoas. Às vezes conversava com pessoas de cargos relativamente altos nas empresas e via que o conhecimento que estas possuíam era extremamente restrito ao campo de atuação da companhia e na grande maioria das vezes, o que as pessoas sabiam se resumia somente ao pequeno mundo de um determinado software. Do conhecimento geral, eram completos ignorantes. Vocês conseguem conceber alguém que instala um software de finanças e não tem a menor noção do que sejam investimentos?

Estou neste momento tentando sair da grande matrix do entretenimento e infantilização que o mundo se tornou. Um mundo em que a principal atividade que as pessoas têm no seu dia-a-dia é a troca de mensagens inúteis via celular e compartilhamento de besteiras. Um mundo que os grandes filmes são baseados em histórias em quadrinhos, que eram até os anos 90 apenas atividades para crianças.

Vamos ver se consigo. Uma grande dica que peguei é a leitura do livro "O trivium" (veja no Google!), que descreve o processo da auto-educação.

No mais a carteira vai indo bem, com a bolsa subindo bem nestes últimos meses. Quem diria que um presidente que subiu ao poder pelas vias mais impensadas seria responsável pelas maiores reformas em mais de um século no país? Somente o fim do imposto sindical, que sustenta toda esta corja de vagabundos também conhecida como sindicalistas já valeria a abertura de um champagne, se eu bebesse.

Até o final de abril de 2017 estamos com uma rentabilidade total de 6,7% da carteira. A rentabilidade é medida como sendo o aumento da carteira sem contar os aportes. Dá 162% do CDI, algo que impressiona a mim mesmo (sem querer me gabar, me considero apenas um mané como investidor) porque é uma rentabilidade parecida com a famosa "Carteira Empiricus" a qual recebo propaganda quase todos os dias.

Continuamos com as proporções de 30% em ações, 30% em fundos imobiliários e 30% em renda fixa. Seguindo religiosamente Benjamin Graham e Décio Bazin para ações, IFIX para fundos imobiliários e 40% em IPCA, 40% em CDI e 20% em pré-fixados na renda fixa, com mais 10% do total da carteira no fundo que acompanha o S&P 500 dos USA. Dessa forma automatizamos o investimento, rebalanceando a carteira com os aportes.

A carteira de ações que estou comprando segue abaixo:


Destaque para a Taesa, com alta acumulada de 39%.

Temos ainda mas não estamos mais comprando: Guararapes, Banco do Brasil, Cesp, Cemig, Eternit, Banco da Amazônia e Banco Pine. Destaque para Banco do Brasil com 75% de ganhos e Guararapes, com 65%.

No lado negativo, temos a Eternit com perdas de 45% e Banco da Amazônia com perdas de 24%.

No mais, boas leituras e aprendizados à todos e que tenhamos um ótimo final de maio.

Grande abraço!

sábado, 8 de abril de 2017

Aprendizados, estratégias e carteira do mês


Oi pessoal!

Peço desculpas àqueles que acompanham o blog pela falta de postagens. na verdade nos últimos meses fiquei com um pouco de preguiça e também estava com um pouco de falta de ideias para postar.

Tenho pensado um pouco sobre os processos de aprendizado da nossa vida e li em algum lugar que podemos aprender de basicamente duas maneiras: fazendo ou então aprendendo com as experiências de outros.

Aprender com outros é muito produtivo, porque ganhamos tempo, já que nosso tempo é escasso e na corrida pela independência temos que procurar ganhar tempo.

Por isso, devemos praticar o investimento e procurar aprender o máximo possível com as experiências das outras pessoas.

Há a tese de que para que alguém possa fazer algo com maestria, devemos praticar por pelo menos 10.000 horas. Seja para ser um bom cozinheiro, um bom músico e mesmo um bom investidor temos que praticar, praticar e praticar, além de tentar aprender com outros.

Por isso, amigos, vamos estudar, ler bastante e tentar aprender algo de útil, porque o tempo passa e se não aproveitarmos direito não vamos ter chance. Para quem nasceu pobre como eu, se bobearmos e perdermos tempo com besteiras, não conseguiremos sair da corrida dos ratos.

Acredito que é mais seguro caminhar pelos caminhos seguros dos grandes mestres, até que nós mesmo possamos nos sentir fortes para poder nós mesmos tentar ensinar os outros.

Neste ano nós estamos com um bom rendimento, de cerca de 6,2%, até o final de março.

Estamos caminhando para um terço em renda fixa, um terço em ações e um terço em fundos imobiliários. Bem, quer dizer quase isso, porque vamos deixar uns dez por cento num fundo que acompanha o S&P 500 americano.

A nossa carteira de ações como sempre utiliza os critérios de Bazin e de Graham, segundo os critérios abaixo:

As novidades são Comgás e Transmissão Paulista. Saiu a Cemig (que não vendemos, mas não compramos mais) e a Eternit. Temos também Banco do Brasil, Cesp, Telefônica, Banco Pine e Amazônia.

Destaque para Banco do Brasil, com 63% de alta, com dividendos e Cemig com 35%.

No mais, seguimos com a estratégia de sempre.

Esse ano acredito que chegaremos no primeiro dos nossos objetivos financeiros, quando chegar, vamos fazer uma pequena comemoração.

Grande abraço a todos!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Shark Tank Brasil e fechamento do mês de janeiro de 2017

Venho assistindo muito ao programa Shark Tank Brasil e posso dizer que é um dos melhores programas que assisti em vários anos.

Não vou perder tempo descrevendo o programa, mesmo porque é só abrir uma aba no browser e ver do que se trata.

O que gostaria de apontar é como me senti em relação ao que assisti.

Fiz uma MBA em administração há uns 16 anos atrás e foi uma grata surpresa de ver em um programa de TV falando em termos como CMV, mark-up, margem bruta e etc. E mais importante, explicando o que significam cada um destes termos.

Como quase todo brasileiro, herdei aquela ideia ridícula de que o empresário é explorador, mau e que deveria ser combatido. São as ideias esquerdistas que nos são colocadas dentro da cabeça desde criança.

O que mais me chama a atenção, é que existem muitas pessoas com ideias boas que se apresentaram por lá e com conhecimento e profissionalismo. Fiquei imaginando o que o país seria se tivéssemos uma cultura mais desenvolvida e voltada ao progresso. Me surpreendi positivamente.

Recomendo a todos que assistam e se inspirem. Um outro programa ótimo é O Sócio. Muito bom também.

O mês de janeiro foi ótimo em relação à rentabilidade. No total a carteira teve 4% de rentabilidade. A carteira valorizou-se no total algo em torno de um Celta zero quilômetro. Foi uma das melhores rentabilidades que eu já medi, desde que comecei a medir.

Renda Fixa

A renda fixa teve uma rentabilidade de 2%. Mantemos a mesma toada de 40% em CDI, 40% em IPCA e 20% em pré-fixados. Recentemente tomei a decisão de colocar 50% em títulos públicos e 50% em títulos privados, como debêntures e CDBs, para melhorar um pouco a rentabilidade.

Multimercados

Rendeu 1% este mês. Resolvi sair da categoria. Vendi minhas posições na semana passada. Resolvi manter renda fixa, fundos imobiliários e ações, com um pouco de posição em dólar acompanhando o índice do S&P 500.

Fundos imobiliários

Acompanhamos o índice IFIX. Houve um bom rendimento, de 8% da carteira. Aumentei a porcentagem total de carteira de 20% para 30%, ficando assim como recomendam os sábios hebreus do passado: 1/3 em negócios (ações), 1/3 em terras (fundos imobiliários) e 1/3 em ouro (dinheiro, CDBs, títulos, etc...). Com a queda de juros e a recente desvalorização dos imóveis, acredito que tenha um bom ponto de entrada na categoria.

Ações

Uma ótima rentabilidade este mês. Foi de aproximadamente 10%. Vendi as ações que perderam os critérios de Graham ou de Bazin, como Eletrobrás, CSN e Sanepar, além de Whirpool. Acredito que cometi um erro na venda da Sanepar. Poderia ter aproveitado um pouco mais, depois que vendi subiu mais 10%.
OK, as coisas acontecem para aprendermos mesmo.

As ações que estamos ainda comprando são:


Temos também Banco do Brasil, CESP, Eternit, Telefônica, Amazônia e Banco Pine.

No mais, estamos muito felizes e acreditamos que este ano chegaremos no nosso primeiro objetivo financeiro. Quando acontecer, vamos fazer uma pequena comemoração.

Grande abraço a todos!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

2016 - o melhor ano para o Investidor do ABC



Olá amigos, espero que todos estejam bem.

É claro que falamos que 2016 foi o melhor ano financeiramente falando. Primeiro porque podemos analisar o ano objetivamente por números e neste caso, vemos que efetivamente em termos absolutos e de rentabilidade, 2016 foi o melhor ano que tivemos, desde quando começamos a caminhada rumo a nossa independência.

Em termos absolutos, tivemos um crescimento de quase 2 Jeep Renegade, valor surpreendente, uma vez que nosso aporte não supera os 1500 reais mensais. A rentabilidade também foi ótima, tivemos 20% de rentabilidade no ano, sendo quase 137% do CDI.

Foi também o primeiro ano que não realizamos nenhuma modificação na metodologia de seleção dos ativos em que investimos. Mantivemos na Renda Fixa 40% em CDI, 40% em IPCA e 20% em pré-fixados. Da mesma maneira, a seleção de ações segue o método de Décio Bazin e Benjamin Graham e continuamos investindo em FII seguindo o IFIX.

A lição que fica é a velha lição dos grandes mestres, ou seja, ser audacioso na queda e cauteloso na alta. E manter a calma mesmo na tempestade. Em 2014-2015 confesso que quase capitulei com a bolsa. Foi a primeira grande tempestade pela qual passei e quando não temos referências próprias para enfrentar a crise, devemos nos apoiar em outros mais esclarecidos. Nesse momento temos que prestar nossas homenagens a Buffet, Bazin, Barsi, Parisotto e outros os quais acompanhamos e seguimos nestes anos todos.

Mantivemos a calma e o resultado veio em 2016.

Para não perder o costume, a seguir temos a carteira de ações as quais ainda estamos comprando:



Este ano, vamos vender algumas ações as quais não cumpriram os critérios de Bazin. Entre elas ações que tiveram grande valorização, como Sanepar, CSN e Eletrobrás.

Bem, o começo do ano está sendo espetacular para bolsa e esperamos que continue assim.

Grande abraço, pessoal!


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As pequenas comemorações do investidor


A jornada do investidor é interessante. 

Geralmente, enquanto estamos na fase de guardar uma parte da renda e reinvestir os proventos, não temos nada muito mais tangível do que uma planilha Excel ou as telas dos computadores com os saldos nos bancos e corretoras para nos mostrar nosso patrimônio.

O investidor que sai da pobreza e vai galgando degraus não é aquele que tem belos carros, belas casas ou objetos para demonstrar, para ele mesmo, a sua riqueza.

Dessa maneira, eu pessoalmente vivi e vivo este paradoxo, que é ter um bom patrimônio, mas viver um padrão de vida muito inferior àquele que vive endividado e sem um tostão furado no bolso, porém materializando sua renda, ou mesmo sua dívida, seja em forma de objetos ou em forma de alguma experiência.

Um conselho que é pouco explorado pelos blogueiros de finanças mas que sempre é encontrado em boas obras de finanças pessoais é demarcar alguns marcos ou objetivos e celebrá-los de alguma maneira, quando atingidos.

Eu utilizo um método que eu mesmo batizei de "Comemoração Exponencial". É de fácil entendimento. Consiste em se estabelecer objetivos financeiros em potências de 10 e ir comemorando conforme estes marcos forem atingidos.

Por exemplo: no início eu acompanhava a evolução do patrimônio de 1000 em 1000 reais. Assim, a cada mil reais que aumentava o meu patrimônio eu me dava um pequeno presente, quer seja uma revista em quadrinhos mais cara (sou fã da Marvel) ou até um livro o qual estivesse desejando comprar.

Quando atingi os 10.000 reais, comecei a acompanhar a evolução de 10.000 em 10.000, ou seja, quando atingi 20.000 eu comemorei, depois com 30.000, 40.000 e assim por diante. Aqui poderia ser algo mais significativo, como um jantar, uma roupa ou um eletrônico.

Acho que deu para entender a lógica, quando atingi os 100 mil fiz a mesma coisa e pretendo continuar assim, até onde der. Deve ser interessante acompanhar a sua carteira de milhão em milhão.

Eu e minha esposa escolhemos desta vez passar um fim de semana em um hotel chique de SP, comprando um pacote para casais, que consiste em jantar, quarto e uso das dependências do hotel no fim de semana.

Essas comemorações são importantes para nos motivar e fazer um pouco tangível nossa riqueza. Faz com que reafirmemos nosso caminho na independência financeira e não nos deixar esmorecer, no árduo caminho de ser contra a maré, o oposto que a cultura comum nos impõe.

Grande abraço!